Olá,
Por força do exercício de profissão trabalhei em muitas empresas de grande porte, onde minha principal função era a de procurar e identificar a origem de erros e ou inconformidades, assim desenvolvi uma espécie de 'senso crítico', 'olho clínico' e, por isso, passei a aplicar a tudo que observo no meu dia a dia.
Dizem que isso é um 'dom' mas dependendo da intensidade como se lida com isso, é uma verdadeira 'maldição', não se consegue ver nada sem questionar os porquês daquilo.
É por isso que me permito tecer considerações, sobre este e outros temas que, no meu entender, identificaram problemas que trazem grande desconforto ao bem viver na sociedade organizada.
Quanto ao tema desta publicação, 'Impunidade - Uma porta para o Inferno' entendo que, praticamente tudo que temos sofrido tem em sua origem e mola propulsora, o sentimento de 'porque não fazer se não me acontece nada'. O indivíduo pensa 'porque não tentar, se eu me der bem obtenho recursos para me defender e me safo'.
Podemos observar isso sendo aplicado em todas as instâncias como podemos ver a seguir:
- Nos políticos ligados, comprovadamente, a atos que lhes provêm benefícios próprios e podem contar com o 'afável jugo amigo' de seus reguladores;
- A criminosos, principalmente os reincidentes, que sempre podem contar com alguma brecha legal para se safarem de seus crimes;
- Para empresários que promovem sonegação de impostos e ou venda de produtos sem adequada origem, que também podem 'contar com especialistas' para omitirem movimentações;
- Para criminosos e outros oportunistas que praticam ilícitos de 'lavagem de dinheiro' para beneficiarem-se por pagarem menos impostos ou não denunciarem suas fontes de recursos;
- Nos péssimos serviços públicos, de toda ordem, oferecidos ao cidadão, e que nunca conseguimos identificar a quem se reportar;
- Um vizinho que não coloca lixo no dia certo e na forma apropriada;
Na minha modesta opinião, a impunidade nasce quando as instâncias que deveriam fazer valer a lei se tornam tendenciosas a favor de algo ou alguém em detrimento da causa pública, do bem estar social.
Não quero cometer nenhuma injustiça com os bons profissionais que são indicados para representarem causas públicas perante entidades públicas governamentais (Juízes, Advogados, Contadores, Prefeitos, ...) mas entendo que se esses respondessem solidariamente pela ações de seus clientes, inclusive com seus próprios patrimônios, o cenário em muito melhoraria.
- Os criminosos, seriam presos e continuariam presos;
- Os sonegadores acabariam com o caixa 2;
- Os serviços públicos teriam que funcionar ou o cidadão iria para atendimento na rede privada por conta do erário público, entre outros benefícios diretos.
Sei que este assunto vem de cima, extrapola a esfera municipal, mas é pela câmara municipal onde tudo começa, é o vereador que dá voz a comunidade e a faz ser ouvida nas demais instâncias legislativas .
Permaneço a disposição para seus comentários e considerações.