segunda-feira, 13 de julho de 2020

Impunidade - Uma porta para o Inferno

Olá,

Por força do exercício de profissão trabalhei em muitas empresas de grande porte, onde minha principal  função era a de procurar e identificar a origem de erros e ou inconformidades, assim desenvolvi uma espécie de 'senso crítico', 'olho clínico' e, por isso, passei a aplicar a tudo que observo no meu dia a dia. 

Dizem que isso é um 'dom' mas dependendo da intensidade como se lida com isso, é uma verdadeira 'maldição', não se consegue ver nada sem questionar os porquês daquilo.

É por isso que me permito tecer considerações, sobre este e outros temas que, no meu entender, identificaram problemas que trazem grande desconforto ao bem viver na sociedade organizada.

Quanto ao tema desta publicação, 'Impunidade - Uma porta para o Inferno' entendo que, praticamente tudo que temos sofrido tem em sua origem e mola propulsora, o sentimento de 'porque não fazer se não me acontece nada'. O indivíduo pensa 'porque não tentar, se eu me der bem obtenho recursos para me defender e me safo'. 

Podemos observar isso sendo aplicado em todas as instâncias como podemos ver a seguir:
  • Nos políticos ligados, comprovadamente, a atos que lhes provêm benefícios próprios e podem contar com o 'afável jugo amigo' de seus reguladores;
  • A criminosos, principalmente os reincidentes, que sempre podem contar com alguma brecha legal para se safarem de seus crimes;
  • Para empresários que promovem sonegação de impostos e ou venda de produtos sem adequada origem, que também podem 'contar com especialistas' para omitirem movimentações;
  • Para criminosos e outros oportunistas que praticam ilícitos de 'lavagem de dinheiro' para beneficiarem-se por pagarem menos impostos ou não denunciarem suas fontes de recursos;
  • Nos péssimos serviços públicos, de toda ordem, oferecidos ao cidadão, e que nunca conseguimos identificar a quem se reportar;
  • Um vizinho que não coloca  lixo no dia certo e na forma apropriada;
Estes são somente alguns itens, para demonstrar resumidamente o quadro que nos encontramos.

Na minha modesta opinião, a impunidade nasce quando as instâncias que deveriam fazer valer a lei se tornam tendenciosas a favor de algo ou alguém em detrimento da causa pública, do bem estar social.

Não quero cometer nenhuma injustiça com os bons profissionais que são indicados para representarem causas públicas perante entidades públicas governamentais (Juízes, Advogados, Contadores, Prefeitos, ...) mas entendo que se esses respondessem solidariamente pela ações de seus clientes, inclusive com seus próprios patrimônios, o cenário em muito melhoraria. 
  • Os criminosos, seriam presos e continuariam presos;
  • Os sonegadores acabariam com o caixa 2;
  • Os serviços públicos teriam que funcionar ou o cidadão iria para atendimento na rede privada por conta do erário público, entre outros benefícios diretos.
Sei que este assunto vem de cima, extrapola a esfera municipal, mas é pela câmara municipal onde tudo começa, é o vereador que dá voz a comunidade e a faz ser ouvida nas demais instâncias legislativas .

Permaneço a disposição para seus comentários e considerações.

sábado, 11 de julho de 2020

Segurança Pública (Reedição de 2017-06-09)


 Há algum tempo atrás, participei de uma reunião relacionada à segurança pública, realizada no ambiente do "Centro Vida",na Baltasar de Oliveira Garcia, ministrada por representantes do 20º BPM. O tema era relacionado a divulgação de mais uma iniciativa de melhoria já implementada, a "Central Whatsapp" que, embora louvável a iniciativa, percebi alguns efeitos indesejáveis na arquitetura do processo como um todo. No meu entender, pouca coisa para torná-la eficaz.
 Na ocasião, fiz alguns comentários colaborativos quanto ao processo a ser implantado devido à exposição que causaria aos denunciantes de eventuais ocorrências.
 O assunto ficou de ser analisado na época e acho que foi descontinuado pois não ouvi mais nada sobre a proposta.
 Também na ocasião apresentei ao palestrante um sentimento meu de que o atual cenário de aumento da ocorrência de crimes e violência, percebido pelos gráficos apresentado, vem se dando, na sua maioria, por indivíduos marginais reincidentes, pessoas que já acumulam em seus antecedentes mais de 3 ocorrência criminais em seus históricos.
 Os prepostos do 20º BPM confirmaram serem verdadeiros meus sentimentos, pois embora não divulgado pela mídia, cerca de 70% dos crimes realizados em todos os indicadores de controle da criminalidade são realizados por marginais reincidentes.
 Quanto a essa confirmação do meu sentimento, chego as seguintes constatações:
  •  Não seria o caso de só manter presos aqueles marginais reincidentes, responsáveis pelos 70% dos crimes cometidos. O problema não é o aumento da criminalidade e sim da impunidade e do comércio dos serviços de representatividade jurídica, sob a bandeira do "desgastado" tema "Direitos Humanos". Lembrem-se, as vítimas destes marginais também são assistidas pelos "Direitos Humanos".
  • Não seria o caso de se implantar, mesmo que provisoriamente, uma              forma    de "Responsabilidade Solidaria" aos advogados e juízes que                libertam os reincidentes.
       Entendo que grande parte do problema esta na falta de responsabilidade dos advogados intitulados pejorativamente como "boca de cadeia" que defendem estes clientes (marginais), mas não se responsabilizam pelos atos futuros praticados pelos mesmos.
       Em linhas gerais, toda vez que um advogado libera um marginal, este sai com uma dívida a ser paga ao advogado pelos serviços prestados. Ao marginal cabe providenciar o "levantamento" dos recursos para satisfazer esta dívida. Pensem nisso.... Quem esta pagando esta conta.
     Falta de locais para manterem os detentos: Os detentos estão sendo mantidos, na forma de sensacionalismos políticos, em viaturas e outras formas descabidas, sob a alegação de não existirem espaços físicos para mantê-los.
      Pergunto o que estão fazendo com aqueles enormes espaços físicos existentes no Centro Vida, onde está o a sede do comando do 20º BPM. Espaço para acomodar cerca de 2 a 3 mil detentos, em condições muito mais dignas que a situação atual.
   Porque a Guarda Nacional, ou o Exercito, não são colocada para gerir este contingente de marginais reincidentes (70% dos crimes cometidos atualmente). Quem esta ganhando com este caos social?
    Porque a mídia, em geral,  insistem em denegrir as autoridades responsáveis pelo mantimento da lei e da ordem. Será que não seria porque rendem mais as manchetes que promovem o caos. Eu ainda prefiro acreditar num representante da lei, formalmente instituído de autoridade, do que me sensibilizar com a situação destes páreas da sociedade (reincidentes) como vítimas de abusos sociais e da bandeira da "Direito Humanos", aliais, quem persiste por mais de 2 vezes na criminalidade pode ser considerado "humano"? 
 Bem, essas são somente algumas de minhas reflexões que decidi compartilhar sobre esse tema.
 Não sei se minhas considerações atendem as melhores formas legais e jurídicas, mas o fato é que mais de 70% dos crimes, de toda ordem, que veem sendo praticados, seriam contidos e controlados quase que imediatamente e, vejam, nem necessitariam de grandes investimentos públicos em mais policiais e recursos.
 Grato pela atenção e permaneço a disposição de críticas e contribuições.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Dimensões do Tempo X Nossas Expectativas (Reedição)

- Será que temos o real entendimento de que o nosso atual Presente nada mais é do que o nosso Futuro pensado no Passado?

 De vez em quando me vejo pensando e observando o comportamento e tentando entender o pensamento dos nossos jovens, o que me dá uma impressão que parecem cobrar algo da nossa geração, como se no nosso tempo presente as coisas deveriam ou poderiam ser melhores, que antigamente as coisas eram muito mais fáceis e por algum motivo, nós, dos tempos atrás, erramos em não estarmos na altura das atuais expectativas deles.
 Paro para refletir sobre isso e me pergunto se hoje, com um pouco mais de 60 anos, estou realizando tudo que teria planejado e ou sonhado quando tinha meus 20 e poucos anos.
 Não sei se minhas expectativas naquela época eram tão exuberantes como a de ter uma profissão que me tornasse um milionário ou alguém de sucesso, como ser um famoso jogador de futebol, um renomado escritor, um visionário que criou redes sociais ou sistemas de computador, enfim, alguém diferente da minha realidade atual, que não precisasse se preocupar constantemente em manter a família sobrevivendo com um mínimo de dignidade.  Aliais, creio que constituir uma família com dignidade seria o nosso maior e mais exitoso objetivo previsto pela sociedade na minha época.
 Olho em volta e, dentro das condições políticas, econômicas e sociais que vivenciei, percebo que até que não fui tão mau, pois com o fruto do meu trabalho, consegui construir minha casa, constituir um família maravilhosa, me formar, formar meus filhos e minha esposa, ter uma aposentadoria limitada ao teto do INSS para trabalhadores privados (teto menos fator previdenciário), ter muitos amigos, ser bem recebido em todos os lugares por onde circulo. Diria que cumpri com as expectativas previstas pela sociedade da minha época.
 Então, como lidar com esse sentimento de que as coisas poderiam serem melhores? Preciso parar de pensar nisso e aproveitar melhor a vida com humildade ou continuar a me esforçar para me propor novos desafios, apesar das minhas limitações impostas pelos meus 60 e poucos anos?
 Sofro em pensar de como lidar com as expectativas daqueles a quem amamos, pois as nossas expectativas são sempre postas em cheque e revalidadas no presente em que ocorram, para que nos ajustemos às expectativas de nossa esposa, nossos filhos, nossos amigos. Sempre procuramos integrarmos os objetivos individuais almejados para que todos consigam obtê-los, senão na sua totalidade pelo menos o mais próximo possível daquilo que todos projetamos e ou sonhamos. 
 Uma outra coisa me preocupa, a própria sociedade, através dos sistemas de comunicação, parece nos impelir a nunca estarmos satisfeitos. Temos que ter o melhor celular, a melhor televisão, o melhor... o melhor.. Isso parece não ter fim nem limites.
 Temos que considerar que tudo o que planejamos hoje, para o futuro, constitui-se em novas expectativas, para o curto ou médio prazo. Todas essas novas expectativas não se sujeitam a magias, todas vivem a realidade imposta ao seu atual presente social, político e econômico para se tornarem realizáveis.
 Chego a uma conclusão, com dúvidas, se não seria o caso de que talvez devêssemos tentar nos abstrair, com mais veemência, desse sentimento de que 'esperam sempre mais e mais de nós' e fazer com que nossas expectativas prioritárias sejam as de vivermos mais intensamente nossos amores, nossas amizades, viajarmos mais, lermos mais, brincarmos mais. Sem que nos sintamos deixando de atender algo ou alguém.
Gostaria de saber se existem muitos outros com esses tipos de sentimento.
Grato pela atenção e permaneço a disposição de criticas e contribuições.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Compartilhando Considerações

Prezados, há algum tempo tenho pensado em manifestar algumas de minhas considerações / sentimentos através deste canal, mas fico sempre receoso de ser mal interpretado em eventuais comentários e iniciar algum debate indesejado.
Hoje, pensei melhor, e decidi compartilhar com vocês alguns pensamentos / entendimentos meus. Acessem as páginas acima e conheçam um pouco mais de mim.
É importante mencionar que as considerações que relatarei são de caráter pessoal e não possuem nenhuma conotação pejorativa ou tendenciosa e sim, visa compartilhar meus limitados conhecimentos e experiências, promovendo um repensar em assuntos do nosso dia a dia.
Estejam à vontade para contribuírem com seus entendimentos com críticas, considerações diferentes ou que complementem minhas considerações.
O intuito é crescermos juntos.
Iniciarei com a re-edição de 2 temas que já havia publicado em outro canal anteriormente. 
Como sugestão de pauta, tentarei colocar a disposição, no mínimo, dois temas por mês, ok?
Pela atenção agradeço e aguardo seus comentários.