Quem é o culpado, os que vendem ou o governo que não dispõe de estoques reguladores para conterem abusos?
Muito se tem falado no abuso de preços nos alimentos que vem sendo praticados. Realmente isso se constata verdadeiro, principalmente se levarmos em consideração os preços praticados em fevereiro-2020 em relação aos atuais apresentados nas prateleiras dos mercados.
Observa-se a manifestação de políticos, algumas bem oportunistas, tentando levantar o clamor e indignação da população contra estes estabelecimentos de venda, aos quais apontam como vilão o comerciante final.
Não defendendo-os, existem excessos sim, mas muitos, principalmente os pequenos estabelecimentos, são reféns de fornecedores que tentam nesse momento se manterem em funcionamento, pois não é fácil compensar as (oportunistas) leis as quais são submetidos, tipo as de manterem funcionários em casa recebendo parte de seus salários, pagando indenizações trabalhistas em função de reenquadramento do nº de colaboradores, em função da retração das vendas, aplicar restrições de acesso de clientes, enfim situações impostas neste novo cenário pandêmico.
É importante que entendamos que vivemos num sistema capitalista onde os preços são definidos pela oferta e procura de produtos, isso é a essência deste modelo econômico.
O que nos deixa reféns e a merce deste modelo, a qual defendo como o melhor, é a ausência de politicas que regulem o fornecimento dos produtos com subsídios que permitam ao cidadão optar por um determinado produto subsidiado, e portanto, mais barato. De novo, o que regula os preços praticados pelo mercado é a oferta e a procura. Isso vale para tudo, a gasolina, o arroz, o azeite, o feijão, etc..
Peço que pensem bem quando definirem seus representantes públicos, pois não se deixem levar por falas acalouradas e cheias de glamour, avaliem se o que propõem como soluções, não estejam nos submetendo novamente a novos meios de submissão e dependência econômica.
Façam seus comentários e considerações, vamos aprender juntos.