E agora, como será nosso mundo após a pandemia?
A totalmente indesejada pandemia, ocasionada pelo Covid 19, fez com que modelos de comportamento do dia a dia do cidadão, fossem colocados a prova, a no mínimo, num repensar em como as coisas poderiam ser diferentes tais como, vejamos o item Mobilidade Urbana.
O lockdown imposto pelos gestores públicos às suas comunidades demonstrou como poderia ser diferente o serviço de transporte público de passageiros no meio urbano, pois se constatou como esses serviços de transportes de passageiros, quando proporcionado por aplicativos, para pequenos trajetos, são incomparavelmente melhores, são mais rápidos, são mais confortáveis e são mais baratos, isso se forem comparados ao prestado pelas empresas que possuem a concessão destes serviços, como ônibus, lotações e táxis.
Ficou evidente como a população sempre ficou a mercê, para não dizer refém, desses concessionários onde o cliente, usuário do serviço não conseguiu se fazer ouvir de forma tão imediata, pois nunca foi constituído um meio 'on line real time' de se pontuar o serviço realizado e muito menos o nível de qualidade e satisfação do usuário do serviço como os aplicativos de transporte proporcionam.
A competitividade entre os modais de aplicativos promove aos usuários do serviço uma competição sadia e justa nos preços praticados, e da qualidade oferecida, o que é muito diferente no modal tradicional atual, totalmente engessado e sem nenhuma forma de se combater os excessos ou o mau serviço prestado.
Outra insanidade que o modal tradicional atual, compulsoriamente aplica aos usuários do serviço é o fato de se pagar antecipadamente os vales transportes e os recursos, benefício direto do usuário fica alocado em bandeiras engessadas, que nem ao menos remuneram os valores dos créditos e muito menos atualizam os valores sob a forma de passes adquiridos.
Isto nos permite algumas reflexões, do tipo:
- Porque não atribuir um valor a título de km rodado para reembolso aos colaboradores do vale transporte.
- Porque tenho que limitar meus 'créditos' dos vales transporte a somente as empresas concessionárias.
- Porque não propomos ajustes nas leis para que possamos possuir um cartão pré-pago, com as bandeiras que o usuário quiser ter, tipo Mastercard, Visa, etc.. e usá-los para colocar gasolina na minha moto ou carro para ir de aplicativo ou de ônibus, enfim, naquilo que eu bem quiser quanto a transporte.
- Para que não se provoque injustiças e não sermos excludentes aos atuais empresários do segmento, porque não convidá-los a concepção de um novo modal de transporte urbano. Eles poderiam constituir um consórcio e apresentarem um projeto para Porto Alegre, tipo um trem aéreo em formato que atenda toda a extensão da nossa cidade.
Claro, ainda existem muitas coisas a serem melhoradas no novo modelo provocado pelos aplicativos para que proporcionem maior segurança aos passageiros e ao condutor.
Bom, acho que o momento é bem oportuno para reavaliarmos ambos modelos Tradicional X Novo, para que possamos sempre assegurar que o cidadão é cliente e não pode ser refém de nenhum modelo de serviços que possam fornecer ao mesmo.
Vale sempre lembrar que, em situações de excelência, a competição é o que define a qualidade e o preço justo dos serviços.
Vamos entender isso e cobrar de nossos gestores públicos estes tipos de respeito.